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Ayrton Senna fez primeiro ponto na Fórmula 1 há 35 anos mesmo com bico quebrado e muitas dores

Ayrton Senna fez primeiro ponto na Fórmula 1 há 35 anos mesmo com bico quebrado e muitas dores

O dia 7 de abril de 1984 é um marco importante na carreira de Ayrton Senna. Há exatos 35 anos, o futuro tricampeão mundial marcou o primeiro de seus 614 pontos na Fórmula 1, com um sexto lugar no GP da África do Sul. Foi um mísero pontinho, literalmente muito suado, já que problemas de dirigibilidade da Toleman-Hart pela ineficiência dos pneus e pela quebra do bico deixaram Ayrton num estado físico muito debilitado.

Senna havia estreado na Fórmula 1 duas semanas antes, no Rio de Janeiro, mas não completou a corrida devido à quebra do turbo de seu motor. Na altitude de Kyalami, Senna esperava pelo menos terminar pela primeira vez uma prova, quem sabe entre os dez primeiros. O modelo TG183B já estava no limite do desenvolvimento, mas o novo TG184 ainda não estava pronto. Ayrton foi para a pista, então, naquela base do “não tem tu, vai tu mesmo”.

Senna com a Toleman-Hart na pista de Kyalami, em 1984 — Foto: Getty Images

Senna com a Toleman-Hart na pista de Kyalami, em 1984 — Foto: Getty Images

Nos treinos classificatórios, Senna conseguiu a 13ª colocação entre 26 pilotos. Ficou a 2s1 do pole position Nelson Piquet. Em relação ao companheiro de equipe Johnny Cecotto, ficou seis posições e 1s3 à frente. Cinco meses após o inesquecível bicampeonato mundial, Piquet despontava como favorito à vitória.

Até porque o vencedor na abertura do campeonato, Alain Prost, largava apenas em quinto, enquanto o companheiro Niki Lauda, que liderara a maior parte da prova em Jacarepaguá, era o oitavo. De qualquer forma, o melhor gerenciamento de consumo de gasolina por parte do motor Porsche da McLaren ainda os mantinha com possibilidades de uma reação.

Carro de Ghinzani se partiu ao meio após acidente em Kyalami — Foto: Reprodução

Carro de Ghinzani se partiu ao meio após acidente em Kyalami — Foto: Reprodução

Antes de a corrida começar, um enorme susto no treino de aquecimento pela manhã: Piercarlo Ghinzani perdeu o controle de sua Osella na veloz curva Jukskei Sweep e bateu a cerca de 260 km/h. O carro capotou, se partiu ao meio e pegou fogo. Um corajoso comissário de pista ajudou Ghinzani a sair do carro, que ficou com o habitáculo intacto. O italiano teve queimaduras de terceiro grau na mão direita e pescoço, mas poderia ter sido muito pior. A batida não foi registrada em vídeo.

A corrida começou confusa. Prost não conseguiu sair para a volta de apresentação por um problema na bomba de gasolina. Os mecânicos empurraram a McLaren para a lateral da pista, enquanto Prost, irregularmente, deixou os boxes com o carro reserva para tentar alcançar o pelotão e largar do grid. Quando os pilotos já estavam parados à espera da luz verde, Patrick Tambay agitou os braços sinalizando que seu carro tinha apagado. Um novo procedimento de largada foi adotado, e a prova teve sua distância reduzida em uma volta.

Lauda rumo à vitória na África do Sul, em 1984 — Foto: Reprodução

Lauda rumo à vitória na África do Sul, em 1984 — Foto: Reprodução

Após protestos de Renault e Ferrari, Prost foi obrigado a largar dos boxes. Piquet não partiu bem e caiu para segundo, enquanto Keke Rosberg (Williams) disparou na frente. Mas o brasileiro recuperou logo a ponta, e liderou por 20 voltas até o momento em que fez a troca de pneus. Voltou em sexto, subiu logo para segundo e partia na perseguição a Niki Lauda quando o turbo quebrou.

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Fonte/Reprodução

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